Três Subsistemas com reservatórios acima de 80%

Três Subsistemas com reservatórios acima de 80%

O Programa Mensal da Operação (PMO), referente à semana de 25 a 31 de julho, indica uma condição energética confortável para o Sistema Interligado Nacional (SIN). Ao final do mês, a Energia Armazenada (EAR) deverá alcançar 90,8% da capacidade máxima no subsistema Norte, 88,4% no Sul e 83,3% no Nordeste. No Sudeste/Centro-Oeste, região que concentra a maior parcela dos reservatórios e do consumo de energia do país, a projeção é de encerramento de julho com 63,1% de armazenamento.

As projeções de Energia Natural Afluente (ENA), que medem o volume de água que chega aos reservatórios, mostram comportamentos distintos entre as regiões. O Sul deverá registrar afluências equivalentes a 256% da Média de Longo Termo (MLT), enquanto o Sudeste/Centro-Oeste deverá alcançar 91%. No Norte e no Nordeste, as projeções são inferiores à média histórica, correspondendo a 65% e 61% da MLT, respectivamente.

Em relação à demanda, o ONS projeta crescimento de 2,4% na carga do SIN em comparação com julho de 2025, alcançando 78.061 MW médios. Os maiores aumentos são esperados no Nordeste, com 8,3%, e no Norte, com 7,8%. O Sudeste/Centro-Oeste deverá apresentar crescimento de apenas 0,4%, enquanto o Sul deverá registrar leve retração de 0,1%.

Sob a ótica dos preços, o elevado nível dos reservatórios tende a exercer pressão de baixa sobre o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) e sobre as expectativas de preços da energia no curto prazo. Com maior disponibilidade de geração hidrelétrica, o sistema pode reduzir o despacho de usinas térmicas mais caras, diminuindo o Custo Marginal de Operação (CMO).

De forma geral, o cenário é favorável à segurança do abastecimento. Para os agentes que avaliam novas contratações no mercado livre, a condição atual pode ampliar as oportunidades de negociação. Para contratos de médio e longo prazo, contudo, os preços continuarão refletindo outros fatores estruturais, como crescimento da carga, expansão da oferta, custos de transmissão, encargos setoriais e percepção de risco para os próximos anos.

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