Reajustes tarifários elevam a conta de energia e pressionam consumidores e empresas

Reajustes tarifários elevam a conta de energia e pressionam consumidores e empresas

Os reajustes da Enel SP, Energisa Tocantins (ETO) e a revisão da Energisa Sul Sudeste (ESS) continuam confirmando aumentos superiores à inflação prevista para 2026.

Em termos agregados, a média simples dos aumentos dessas distribuidoras resulta próximo de 9%. Segregados em baixa e alta tensão,as médias de aumento resultam em 11% para alta tensão e 9% para baixa tensão. As tarifas continuarão pressionando fortemente o setor produtivo que compreende consumidores atendidos em níveis de tensão mais altos.

Os aumentos são resultado de diversas componentes tarifárias mostradas abaixo.

Nota-se que as componentes têm peso distinto no resultado final. Os custos de energia e da rede básica apresentaram variação mínima.  O custo da distribuição da Energisa Sul Sudeste, mais elevado, se justifica por se tratar de Revisão Tarifária Periódica em que todos os investimentos efetuados em melhoria de qualidade de fornecimento, reforços e expansão para atendimento de novos consumidores efetuados desde 2021, ano da Revisão anterior, são agora incorporados, aumentando a base regulatória de remuneração.

A componente Financeiro se refere a ajustes decorrentes da diferença entre montantes previstos de arrecadação e os  montantes efetivamente arrecadados no ciclo tarifário do ano anterior. Esses componentes financeiros serão retirados da base tarifária em 2027.

Os encargos permanecem sendo uma componente de peso nas tarifas, em média mais de 20%, mas se percebe que a taxa de crescimento tem diminuído. Para a Energisa Sul Sudeste houve redução dos encargos em razão de ajuste efetuados nos valores dos subsídios de GD que provocaram redução de valor próximo a 3%.

Veja também

Preencha o formulário para receber novidades e otimizar seus gastos de energia!


Temos um leque de possibilidades para você!