ONS consolida avanços na operação do SIN

ONS consolida avanços na operação do SIN

Em 2025, o ONS reportou um balanço positivo em um cenário de maior complexidade operativa do SIN, marcado pela expansão de fontes renováveis e pela necessidade de reforçar segurança e confiabilidade. O destaque institucional foi o fortalecimento da governança operativa e o direcionamento estratégico para uma operação mais compatível com o aumento da variabilidade das fontes intermitentes.

O principal marco estruturante do ano foi a interligação de Roraima ao SIN com a energização do Linhão Manaus–Boa Vista, encerrando a dependência de geração térmica. A medida elevou a estabilidade do suprimento, reduziu custos operacionais, além de ampliar o controle dos fluxos de potência nas interligações Norte–Sudeste, com ganhos de confiabilidade sistêmica.

No eixo de desempenho, o ONS destacou operar cerca de 180 mil km de linhas de transmissão e capacidade instalada em torno de 250 GW e apresentou os resultados do projeto Valor Agregado, estimando economia de R$ 12,6 bilhões em um ano por decisões operativas e otimização do despacho.

No planejamento, o PEN 2025 apontou crescimento médio de 3,8% ao ano da carga máxima entre 2025 e 2029 (de 108 GW para 125 GW), com forte contribuição da solar e da MMGD, que podem alcançar cerca de um terço da capacidade instalada até 2029, ao mesmo tempo em que ressalta a necessidade de reforço de potência firme para atendimento da ponta noturna e recomenda leilões específicos de potência. O PAR/PEL 2025 projeta investimentos de R$ 28,1 bilhões até 2030, incluindo aumento de até 25% na capacidade de intercâmbio Norte/Nordeste → Sudeste/Centro-Oeste e reforços de transmissão, além da implementação

do Plano Emergencial de Gestão de Excedentes na distribuição, com protocolos para lidar com excesso de geração antes de restrições, elevando a resiliência operacional.

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