Os 5 maiores erros na hora de comprar energia no mercado livre

Os 5 maiores erros na hora de comprar energia no mercado livre

Com objetivo de reduzir suas despesas com energia, muitas empresas têm migrado para o mercado livre de energia. Segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o número de consumidores no mercado livre de energia aumentou em 21% em 2020, indicando a crescente preferência por atuar nesse ambiente.

Todavia, o mercado livre de energia apresenta certa complexidade, é dinâmico, apresenta preços voláteis e uma grande variedade de fornecedores, sendo fundamental ter conhecimento amplo para lidar com os desafios na contratação de energia e definir estratégias adequadas para a empresa. Uma decisão inadequada impactará as contas do fim do mês, podendo, inclusive, comprometer investimentos futuros.

Nesse contexto, vamos destacar aqui os principais pontos de atenção para a sua empresa analisar antes de fechar um contrato de compra de energia no mercado livre de energia.

1. Esperar o final do contrato para a compra de energia

Quando as compras de uma organização, independentemente de quais forem, são feitas de forma emergencial ou sem o devido planejamento, muitas vezes os resultados da negociação ficam comprometidos. Isso não é diferente com a energia. Esse mercado possui preços que variam muito ao longo do tempo, mas permite negociar contratos a longo prazo e de forma antecipada.

Adotar como prática aguardar os meses finais do contrato de energia para uma nova negociação sujeita a empresa aos preços do mercado na época. Se estivermos num período de chuvas abaixo da média histórica, os preços podem estar elevados. A situação contrária também pode ocorrer, ou seja, estar num momento de preços muito baixos. Nessa estratégia, não há como controlar os custos. O resultado da contratação é uma loteria.

Com o monitoramento contínuo do mercado é possível acompanhar a evolução dos preços e explorar momentos em que os preços são mais baixos, garantindo preços competitivos. É recomendável que as contratações ocorram um ou dois anos antes do final do contrato em vigor. Os preços de longo prazo são menos voláteis e são menos influenciados pela conjuntura de chuvas e consumo. Essa atitude garante preços competitivos aproveitando oportunidades.

No mercado livre de energia, sempre é possível fechar contratos com antecedência de 12, 24, 36 ou mais meses, garantindo a entrega futura a preços conhecidos. 

2. Comprar produto menos competitivo 

Na hora de iniciar o processo de compra de energia, a empresa deve avaliar as suas necessidades, verificar as condições do mercado e identificar o melhor produto a contratar, ou seja, aquele que resultará nas menores despesas anuais. 

O mercado oferece diversos produtos: energia convencional, energia incentivada com 50% de desconto na TUSD, energia incentivada com 100% de desconto na TUSD, energia de autoprodução, entre outras. Cada um desses produtos tem características que definirão as despesas mensais com energia, incluindo as parcelas de energia, TUSD e encargos. Há necessidade de, a cada contratação, avaliar qual o melhor produto a contratar.

Além disso, os vendedores oferecem flexibilidades de volume, de sazonalização e de modulação. Aqui também, a contratação do produto mais adequado gerará melhores resultados sempre. É comum os compradores preferirem que o contrato tenha 15% ou 20% de flexibilidade de volume, no entanto, esse produto será mais caro que um com 5% de flexibilidade. 

Conhecer as características da empresa e especificar o produto mais adequado é certeza de contratação a preços mais competitivos. Contratar produtos que não levam em conta todas essas peculiaridades é um erro comum que gera custos, muitas vezes não percebidos pela empresa.

3.Consultar poucos fornecedores

O mercado livre de energia conta com mais de uma centena de fornecedores de boa qualidade oferecendo seus produtos no mercado. Cada um deles desenvolve sua estratégia comercial e buscam clientes que apresentam perfil mais atrativo para seus negócios. 

Nesse mercado, quanto mais ampla a pesquisa de preços, maiores as chances de identificar o fornecedor que apresenta as melhores condições comerciais, incluindo, preço, flexibilidades contratuais, garantias exigidas, entre outras. Cotar com 3 ou 4 fornecedores, prática muito comum em nosso mercado, com boa dose de certeza, reduz as possibilidades de identificar a melhor oferta para sua empresa.

Muitos consumidores se sentem confortáveis em dar preferência ao mesmo fornecedor, especialmente pelo relacionamento e conhecimento dos processos das duas empresas. No entanto, com o ambiente flexível, as inúmeras opções para escolher a melhor oferta para o seu negócio devem ser exploradas sempre. 

4. Comprar mais do que o necessário

Uma prática comum nas áreas de produção é dimensionar as necessidades de matéria prima e insumos com certa folga para evitar faltas no caso de variações na produção. Nos produtos comuns, com as devidas cautelas, o que não for usado pode ser estocado para uso futuro, sem prejuízos importantes para a empresa.

No mercado livre de energia, essa prática deve ser evitada ao máximo. Se houver uma compra em excesso no mês, não há como estocar para usar em um mês futuro. A sobra deverá ser “vendida” no mercado. Ou seja, muitas vezes, a empresa paga um preço pela energia em seu contrato e “revende” a sobra a preços menores, gerando prejuízos que podem ser significativos.

Para garantir uma compra eficiente de energia, é importante definir a quantidade adequada, evitando excessos. É primordial planejamento e estratégia, especialmente nas compras de longo prazo. É sempre um desafio estimar o consumo da empresa para daqui a dois anos. Diversas estratégias podem ser usadas para evitar contratação em excesso.

O mercado livre de energia é um ambiente que demanda expertise para acompanhamento da evolução do mercado, bem como para definir o melhor produto a ser comprado pela empresa a cada tempo. As empresas têm perfis e necessidades energéticas específicas, que devem ser devidamente avaliadas no momento de definição do volume e características do produto a adquirir.

5. Não participar do processo de compra

Muitas empresas delegam para sua consultoria a realização do processo de compra de energia no mercado livre de energia. As principais razões são as especificidades do mercado de energia, o conhecimento limitado dos fornecedores de mercado e o trabalho operacional envolvido na coleta e avaliação das propostas. 

É importante acompanhar todas as etapas do processo de contratação: a definição do produto a contratar; a escolha dos fornecedores a consultar; o recebimento das propostas e a avaliação das ofertas. O acompanhamento e a transparência contribuem decisivamente para obter condições comerciais mais competitivas. 

Falta de conhecimento sobre o mercado livre de energia e sobre o seu próprio consumo são alguns dos fatores que levam à contratação de energia inadequada, com perda de competitividade e possíveis sobrecustos.

As consultorias em energia especializadas e independentes podem ajudar muito nesse processo de contratação de energia de maneira mais adequada e assertiva, pois ajudam a identificar possíveis gaps no processo.

Como estão os procedimentos atuais de compra de energia em seu negócio? Identificou algum dos erros citados? 

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