O conselho do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) deve decidir no fim deste mês sobre o modelo de negócios relativo à parceria internacional para a retomada das obras da usina nuclear de Angra 3, que ainda precisa de investimentos de R$ 15,5 bilhões. O parecer encomendado ao BNDES foi concluído e entregue para a análise da Eletrobras, para, em seguida, subsidiar a deliberação do conselho do PPI.

A expectativa do governo é lançar o edital da chamada pública internacional e realizar a concorrência no segundo semestre deste ano.

As conclusões do relatório do BNDES estão em linha com o que havia sido estudado anteriormente pelo governo. Foram estudadas três alternativas. A primeira prevê a contratação, pela Eletronuclear, da empresa estrangeira para realizar o contrato de EPC.

A segunda seria a formação de uma sociedade de propósito específico (SPE) exclusiva para Angra 3, com participação minoritária de sócio estrangeiro teria participação minoritária, tendo a Eletronuclear como acionista majoritária do ativo. E a última opção seria a companhia estrangeira se tornar acionista minoritária da própria Eletronuclear, tendo a Eletrobras como controladora. Entre potenciais interessados estão empresas da China, França, Rússia, Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul. A retomada das obras de Angra 3 é uma das prioridades da agenda do ministro Bento Albuquerque. Situado no litoral Sul do Estado do Rio de Janeiro, o empreendimento terá 1,4 mil megawatts (MW) de capacidade.

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