A energia elétrica é um insumo fundamental para as empresas e responde por uma fatia importante nos seus custos. Nos últimos anos, a necessidade do gerenciamento se intensificou, em razão da forte elevação dessas despesas, verificada para todas as classes de consumo.

Dentre os principais fatores que contribuíram para esse aumento, destacam-se:

  • Condições hidrológicas desfavoráveis nos últimos três anos, com níveis de chuva inferiores à média histórica na maior parte do país;
  • Redução gradativa da capacidade de regularização da geração de energia pelos reservatórios das usinas hidrelétricas, em relação ao mercado consumidor crescente;
  • Forte alta de preços por períodos prolongados;
  • Custos adicionais às faturas de energia com pagamentos aos agentes de distribuição, geração e transmissão provocados por decisões governamentais;

Esse quadro poderia ter sido agravado, caso o país tivesse apresentado um melhor ritmo de crescimento. A crise econômica nos últimos 3 anos amenizou um pouco os impactos sobre os preços de energia.

Nesse contexto, as empresas vêm aumentando o controle sobre o consumo de energia, implantando soluções de eficiência energética e buscando oportunidades para redução dos custos, exemplificado pela intensa avaliação de oportunidade para migração ao Mercado Livre de Energia e os projetos de geração distribuída. A “onda” de novos entrantes nesses mercados apresentou proporções inéditas nos últimos anos, trazendo consigo necessidades de aprimoramento nos processos de gerenciamento de energia.

Como atuar no mercado de livre com custos competitivos e riscos controlados? Como acompanhar a evolução do marco regulatório? Como agir em situações de variações de consumo não planejadas e se proteger da volatilidade dos preços de energia? Como construir o orçamento das despesas com energia nesse ambiente volátil? Essas são questões que precisam ser enfrentadas pelos executivos dos diversos segmentos econômicos.

Para navegar com maior segurança no mercado de energia, que ganha complexidade com a evolução tecnológica, com a introdução das fontes de energia intermitentes (solar e eólica) e com as mudanças em curso no marco regulatório, cada vez mais se torna importante a capacitação para interpretar os fatores que influenciam no comportamento dos preços e definir estratégias de contratação e gestão de riscos, integradas com sistemas e ferramentas capazes de simplificar as atividades.

Essas mudanças constantes trazem desafios, mas também muitas oportunidades às empresas, que precisam estar preparadas e capacitadas para potencializar sua gestão de recursos energéticos!

 

Vinícius Almeida