Os custos de energia elevados nos últimos anos, com poucas “janelas de oportunidade” têm dificultado a contratação e vêm aumentando, inevitavelmente, o preço médio dos portfólios. Como consequência da elevação dos orçamentos de energia, observa-se uma propensão de parte relevante dos agentes consumidores em avaliar a possibilidade de firmar contratos de longo prazo, com vigências entre 10 e 15 anos.
Nessa avaliação, contrapõem-se aos riscos de uma vigência estendida, a oportunidade de preços mais atrativos no curto prazo. Sob a visão dos consumidores, destacam-se os seguintes aspectos desse perfil de contratação:
Vantagens:

  • Preços com menor influência da situação conjuntural e mais próximos do custo de desenvolvimento de projetos;
  • Sobre oferta de projetos verificada nos últimos leilões de geração favorece negociação com geradores;
  • Pontos de Atenção:
  • Vigência extensa impõe planejamento rigoroso de carga;
  • Risco de descontinuidade do negócio e necessidade de renegociação ou cessão contratual;
  • Maior exposição aos índices de inflação sobre o preço do portfólio;
  • Avaliação mais rigorosa da contraparte;

Pela ótica do gerador, os contratos de longo prazo são alternativas de recebíveis para alavancar financiamento junto aos bancos de fomento, além de ser uma opção aos baixos preços observados nos últimos leilões de contratação de energia no ambiente regulado.
Essa conjuntura de mercado é oportuna e favorável à uma condição em que, tanto os interesses dos geradores, quanto dos consumidores, se aproximam e os agentes do mercado livre passam a assumir papel relevante também na expansão do setor elétrico.

Vinícius Almeida