O governo brasileiro projetou a construção de até 10 gigawatts (GW) em novas usinas nucleares até 2050 em um plano de longo prazo para o setor de energia, que também sinaliza para a repotenciação de hidrelétricas antigas como forma de ampliar a oferta de geração.

Parques eólicos, que atualmente somam cerca de 15 GW em capacidade em operação, poderiam atingir entre 110 GW e 195 GW nas próximas décadas, segundo a maior parte das simulações, de acordo com o estudo. Já as usinas solares poderiam chegar a entre 27 GW e 90 GW, contra pouco menos de 3 GW atuais.

Segundo o PNE 2050, o governo buscará inserção de entre 8 GW e 10 GW em novas nucleares nas próximas três décadas. O país possui atualmente duas usinas atômicas em operação, Angra 1 e Angra 2 (RJ), que somam quase 2 GW. Uma terceira usina, de Angra 3, está com a construção paralisada desde meados de 2015, com o governo e a estatal Eletrobras buscando formas de retomar as obras para conclusão em 2026.

Já a modernização de hidrelétricas poderia abarcar um universo de 51 usinas, que somam atualmente cerca de 50 GW em potência instalada.

O documento do Ministério de Minas e Energia destaca que há dificuldade de regulamentação de dispositivos legais e normativos para exploração de recursos hídricos nessas áreas, devido a incertezas sobre mecanismos de consulta aos povos indígenas previstos em acordos internacionais.

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