A indústria de energia elétrica vem discretamente descarbonizando. À medida que o “próximo normal” que está emergindo da pandemia do COVID-19 – que reduziu a demanda comercial e industrial, criou volatilidade nos mercados de combustíveis fósseis e exigiu mudanças operacionais para garantir a segurança dos funcionários, pode exigir recalibrar os esforços para conter as mudanças climáticas.

A energia renovável está se tornando abundante e mais barata. Mas o ritmo de sua expansão variará consideravelmente entre os mercados. Para avaliar como a energia sustentável poderá se expandir, dividiu-se o mundo em quatro grupos, de modo a identificar a maneira mais econômica de descarbonizar cada de mercado até 2040. Chegar a 50 a 60% de descarbonização não é tão difícil tecnicamente e geralmente é a opção mais econômica. 90% de descarbonização é geralmente tecnicamente viável, mas às vezes aumenta custos. E chegar a 100% provavelmente será difícil, tanto técnica quanto economicamente.

Sistemas isolados

São mercados remotos ou isolados (como o Havaí), onde a geração de energia é mais cara. O combustível é trazido de outras regiões e não há conexões com outros mercados. A queda nos preços das fontes renováveis pode levar a mais de 80% de descarbonização com a escolha do mix de energia de menor custo.

Subir para 90% significaria investimentos consideráveis ​​em energia solar, com armazenamento em baterias e custos com a manutenção de usinas termelétricas subutilizadas como backup. Ainda assim, poderia ser alcançado custos gerais mais baixos do sistema. A descarbonização total exigiria o uso de tecnologias emergentes como a produção de hidrogênio por eletrólise. É uma tecnologia de alto custo.

Mercados termelétricos maduros

São regiões com grande consumo, alimentados por usinas termelétricas e com interconexões com outros mercados. Exemplos são o mercado PJM dos EUA e Alemanha. Chegar a 90% de descarbonização exigiria mais geração eólica e armazenamento em bateria. Ir a 100% de descarbonização provavelmente dependeria da captura, uso e armazenamento de carbono. Os investimentos são altos.

Mercados com matriz limpa

São os que contam com uma base substancial de usinas limpas, como as nucleares na França e hidrelétricas no Brasil e países nórdicos. Essa é uma grande vantagem estrutural, que permite escolher a opção de descarbonização de menor custo. A eólica, associada a uma fonte para atender a intermitência, permitirá atingir 90% descarbonização.

A descarbonização total poderá ser atingida por meio de tecnologias de carbono negativo. Essa tecnologia inala o CO2 da atmosfera, armazena no subsolo ou despacha para uso. Os custos são altos, mas administráveis.

Mercados diversificados

São regiões como Califórnia, México e parte da Austrália, onde as fontes renováveis ​​são pouco representativas na matriz energética e existe bom potencial para energias renováveis – solar, eólica e hidrelétricas. A redução de 90% das emissões seria obtida com energia solar e armazenamento em baterias, com usinas a gás para gerenciar a intermitência. Conectar energias renováveis ​​à rede em grande escala pode resultar em ineficiências, mas os custos do sistema podem diminuir.

Chegar a 100% de descarbonização exigiria a construção excessiva de fontes renováveis ​​e armazenamento. Usinas térmicas utilizado hidrogênio serão necessárias para gerenciar a intermitência.

Para mais informações, acesse: https://www.mckinsey.com/business-functions/sustainability/our-insights/powering-up-sustainable-energy

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